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segunda-feira, 6 de dezembro de 2021

BRINQUEDOS E BRINCADEIRAS


Aventuras para crianças pequeninas Um túnel para as crianças engatinharem por dentro pode ser feito com papelões grandes, cartolinas, diferentes tipos de tapetes, diferentes tipos de travesseiros e bolas, bóias de soprar ou animaizinhos, balões, colchas e almofadas. Experimente você primeiro mostrar para elas como devem agir para brincarem e elas aprenderão rápido. Engatinhar embaixo do túnel, brincar com balões, construir torres com travesseiros, etc.

Crianças exercitando-se na sala
Preste atenção com as brincadeiras das crianças, é sempre bom ter um colchão de ginática ou uma colcha almofadada para que as crianças possam brincar e exercitarem-se ali.

Bacia ou piscina de plástico

Para cada grupo de crianças duas piscininhas de plástico seria o ideal. Você poderá enchê-la com balões de soprar (meio murchos para não estourarem), jornais (as crianças adoram rasgá-los), algodão (de boa qualidade para sentarem-se em cima e sentirem a textura macia). Papéis manteiga fazem um barulho agradável de se ouvir, quando se é amassado. Observando-as sempre para que não engulam objetos indesejáveis. No outono, é possível encontrar materiais como: castanhas, folhas, que também podem estar nessa pequena piscina, para que as crianças entrem e desenvolvam seus sentidos. Quando o tempo estiver quente, pode-se colocar essa piscina fora e enchê-la de água. Ponha dentro potinhos vazios de iogurte, colheres de plástico, baldinhos e deixe-as brincar ali. Observando-as sempre.

Música com materiais de casa

Caixa de ovos, latas de bebida, colheres, pauzinhos ou hastes de madeira, etc. podem transformar-se em instrumentos musicais. Use a criatividade!

Enchendo objetos

Dê para as crianças diferentes latinhas, copos de iogurte vazios, papelões, garrafas de plástico, etc. Elas poderão encher esses objetos com areia, e no verão brincar fora ou também utilizando água. Comece você mesmo demonstrando como se pode construir uma torre, uma montanha, etc com areia, logo elas estarão fazendo o mesmo.

Conhecendo as formas

Recorte nas caixas de papelão (de produtos caseiros) ou caixas de sapato, diferentes formas: círculo, triângulo, retângulo, etc. Dê para as crianças cortiça, bloquinhos de madeira para montar, pedaços de papéis grossos e peça-as para que as coloquem nos buraquinhos (de diferentes formas) das caixas.

Rolos de papel higiênico

Dê a elas alguns rolos de papel higiênico vazios ou rolos de papel de cozinha e elas poderão brincar com eles, fazendo-os rolar, apertando-os, o mais forte consegue até rasgá-os, podem também pisar em cima! Se as crianças forem um pouco maiorzinhas já podem pintar os rolos com tinta de dedo ou ainda colar papéizinhos coloridos que podem ser rasgados em cima

Saquinhos recheados

Uma coisa que pode ser feita rapidamente é confeccionar saquinhos de pano recheados ou mesmo luvas laváveis recheadas. Encha-as com algodão, arroz, ervilha seca, castanhas, ponha sininhos em cada dedo da luva, etc. As crianças dessa idade gostam de sentir o tato e escutar o som que os objetos produzem.

Painéis de textura

Numa cartolina cole uma lixa de papel, folha de alumínio, tecido, algodão, botões, cortiça, formando dois painéis. Deixem as crianças sentir as diferentes texturas. Você pode escondê-las sobre um pano e as crianças, poderão pelo tato, adivinhar de qual painel se trata.

Cobra de pano

Costure uma cobra comprida, feita de retalhos de tecido e encha-a com algodão. As crianças irão gostar muito de apalpá-la com a mão. Voce poderá utilizar outros materiais para enchê-la.

Recipiente de filme

Você poderá também encher um potinho de plástico, desses de filme fotográfico com ervilhas secas, arroz, sininhos, pedrinhas. Depois, é só fechar bem e para segurança lacre-a com auxílio de fita isolante ou crepe.

Papelão

Pode-se pintar um papelão com tintas de dedo. Uma caixa de papelão pode virar uma casinha. É só cortar as portas e janelas. Claro que essa caixa deverá ser grande. Com papelão a criança maior poderá ensaiar recortes (com tesoura sem ponta) e poderá fazer estrelas, formas variadas ( para servirem de móbiles após serem pintados), etc.

Aprendendo a guardar os brinquedos
Deixe as crianças guardar os brinquedos que utilizaram na aula. Elas podem pô-los em uma caixa de papelão vazia. Podem por: bolas de papel, algodão, bolinhas, etc. Quando tudo estiver dentro todo mundo canta uma música e se houver tempo coloca-se tudo no chão novamente e de novo começam a guardar e depois a cantar.

Espelho de papel alumínio

Você pode colar uma folha de papel aluminio no chão para que as crianças ao engatinhar olhem para seu reflexo. Os pequeninos gostam de se mirar no espelho.

Travesseiros de balões

Com uma colcha de face dupla, dessas que se colocam um estofado dentro você pode fazer um grande travesseiro de balões. É só colocar nas colchas diversos balões de ar (meio vazios para que não estourem) e então as crianças poderão engatinhar e rolar por cima.

Brincadeira na areia

Quando estiverem fora, dê às crianças forminhas, regadores, água e colheres e deixe-as brincar à vontade.

Rasgar e colar

Deixe as crianças rasgarem diferentes tipos de papéis: jornais, papéis transparentes, coloridos, dourados e depois colarem sobre uma cartolina ou papel.

Tecido e lã

Colar restos de tecidos de diferentes formas e tamanhos. Para se colar lã é necessário uma destreza maior, pois a criança precisará firmá-la com a ajuda de outros dedos para que se fixe no papel.

Caixas de ovos vazias

São também boas para que as crianças as rasgem ou para ser utilizada na confecção de papel marchê – que serve como ótimo recurso para fazer brinquedos diversos: galinhas, frutas, máscaras, etc. As crianças também poderão brincar de colocar materiais dentro da caixinha de ovos: papéis amassados, cortiças, etc. Tome porém, cuidado para que não levem objetos pequenos na boca.

Rasgar e cortar

Catálogos velhos ou jornais podem ser um ótimo material para que as crianças brinquem de rasgar. Quando são maiores podem exercitar-se em cortar as figuras. (lembre-se com tesoura sem ponta)

TEMPO DE FÉRIAS: O QUE FAZER COM AS CRIANÇAS?


Em época de férias escolares ou mesmo de longos feriados, quem tem criança pequena sempre tem que ficar procurando alguma atividade para que elas possam ocupar o tempo.

Mas...o que fazer com as crianças em todo o tempo livre? A preocupação é justificada, mas a boa notícia é que existem, sim, diversas formas interessantes de entreter a garotada e, de bônus, ainda reforçar os laços familiares. 

Ao planejarem as férias das crianças, os pais devem ter em mente a grande função do período: o descanso. Afinal, trata-se de um momento para a criançada curtir cada minuto com suas brincadeiras e deixar de lado as preocupações e obrigações que voltarão em algumas semanas.

Para muitos pais, estas semanas representam um desafio, pois eles precisam encontrar formas de entreter as crianças durante este período de descanso.

Segundo a terapeuta de família Suzy Camacho “nas férias, os horários ficam mais maleáveis, mas algumas regrinhas, como a hora de dormir e a de comer, precisam ser respeitadas o máximo possível para não atrapalhar o funcionamento normal do metabolismo da criança. Até os 6 anos de idade, os pequenos podem dormir e comer no máximo até uma hora depois do que estão acostumados. Fugir completamente da rotina pode deixá-los cansados e dificultar a volta às aulas”.
Veja algumas dicas para você se organizar com atividades lúdicas e se divertir com os pequenos:

Fazer com que as crianças mantenham o contato com seus amigos e colegas de escola, sempre é muito saudável para fortalecer os laços de amizade entre elas. Participar de oficinas infantis de leitura, fazer cursos de artes, passear em parques e praças, levar os pequenos para a cozinha e deixá-los preparar uma receita, fazer um piquenique ou acampamento, assistir peças teatrais e desenhos no cinema, fazer atividades lúdicas com jogos e brincadeiras antigas, proporcionar o contato com animais, fazer trilhas e caminhadas, empinar pipa,…ou até mesmo participar de uma Colônia de Férias.

O importante é mudar a rotina, desbravar outra realidade, fazer das férias um momento diferente e feliz! E se os pais conseguirem um tempinho, uma folga extra, é importante aproveitar em companhia deles. 


A intenção desse texto é motivar pais, familiares e responsáveis a pensar nestas ou em milhares de outras opções que podem garantir que esses poucos dias sejam alegres e divertidos para as crianças. Muitas vezes estamos tão entretidos em dar conforto e bens materiais que nos esquecemos de que o que torna alguém especial são o cuidado, o carinho e o tempo gastos com ele.   

Boas Férias... Patricia Salesbrum 
Psicopedagoga / assessora pedagógica 

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SUGESTÃO DE RELATÓRIO INDIVIDUAL


 “Você criança, que vive a correr, é a promessa que vai acontecer... 
é a esperança do que poderíamos ser...
é a inocência que deveríamos ter...
Você é a criança, que um dia vai crescer!
É a promessa, que vai se realizar!
É a esperança da humanidade se entender!
É a realidade que o adulto precisa ver...
e também aprender a ser...” 
(Lauro Kisielewicz)

        Com base nos objetivos trabalhados no decorrer desse semestre, foi possível observar que Ana é uma criança muito tranquila, meiga e esperta. Por ser a criança mais jovem da turma gosta de imitar suas amigas em brincadeiras livres, tendo preferência em brincar com as meninas, no entanto, interage muito bem o grupo. É muito mimada por todos e protegida por suas amigas.
        Durante as atividades propostas, procura fazê-las sempre com muito capricho, mostrando para a educadora e ficando a espera de receber elogios. Paciente e dedicada, trabalha facilmente com todos os tipos de materiais sugeridos, porém demonstra certa insegurança na execução de algumas atividades, manifestando o choro em alguns momentos, mas calmamente é tranquilizada e volta a interagir com o grupo.
        Aprecia as aulas de artes, onde executa os recortes e colagens com bastante capricho; prefere as atividades mais complexas, que exigem maior esforço, ficando triste quando acaba rápido. Ainda não possui muita habilidade com a tesoura, no entanto, se esforça para concluir os recortes, não aceitando ajuda da professora, o que demonstra certa autonomia e independência.
       Adora expressar-se corporalmente através da música e dança. Nas brincadeiras explora todos os brinquedos com agilidade tendo preferência pelo balanço. Ana está em pleno desenvolvimento motor, onde brinca, pula e corre, com bastante desenvoltura. Observa os livros com interesse e reconta as histórias com entusiasmo.
       Na linguagem oral, comunica-se de forma clara e objetiva, fazendo-se entender em seus desejos e necessidades. Reconhece algumas vogais, sabendo nomeá-las. Participa das atividades de raciocínio lógico matemático contando oralmente e identificando alguns numerais.
        Aceita bem as Regras do Grupo, no entanto, ainda deseja atenção diferenciada para si, solicitando que sejam atendidos todos os seus desejos. Estamos trabalhando neste sentido, pois o egocentrismo ainda é presente, típico de sua idade, onde pensa que tudo gira ao seu redor e tem a ver com suas vontades. Faz-se necessário respeitar o tempo de cada criança, pois cada ser é único, dotado de transformação com o meio em que vive.
     Concluindo, Ana participou de todos os projetos que foram realizados nesse primeiro semestre, demonstrando maior interesse pelo da “FAMÍLIA”.
         Seu jeito meigo e sorriso encantador conquistam a todos!

AGRADEÇO A CONFIANÇA DEPOSITADA EM MIM, NA ESCOLA E PARCERIA DA FAMÍLIA. COM CARINHO, PROFª...  

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quinta-feira, 3 de outubro de 2019

ALFABETIZAÇÃO E EDUCAÇÃO INFANTIL



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Na educação infantil, as práticas pedagógicas precisam realizar uma conexão entre o processo de alfabetização das crianças e o mundo real, construir uma concepção de ensinar a ler e a escrever no próprio contexto das práticas sociais da leitura e da escrita
Se no discurso teórico-pedagógico já superamos a dúvida sobre alfabetizar ou não na pré-escola, ainda temos muito que questionar as práticas cotidianas de alfabetização utilizadas com crianças pequenas, incluindo sua relação com as outras linguagens. No que diz respeito às práticas pedagógicas, sabemos que as mudanças acontecem de maneira lenta. Pela falta de uma teoria capaz de orientar a compreensão do processo educativo em sua complexidade, acabam-se reproduzindo práticas tradicionais de caráter naturalizante, o que, por sua vez, limita o pensar e o agir pedagógicos do professor a uma concepção reducionista e superficial do desenvolvimento humano. O fenômeno da alfabetização sempre esteve correlacionado à preocupação de definições de métodos, o que proporcionou uma exacerbada padronização das aprendizagens, negando as singularidades e as heterogeneidades das crianças e desconsiderando o fim social da escrita e da leitura. Pode-se dizer que as práticas dos professores alfabetizadores eram reforçadas por concepções advindas de diferentes métodos. Em oposição a esse contexto, a partir da década de 1980, passamos a contar com um grande número de pesquisas, fomentadoras de um amplo debate sobre o tema da alfabetização. Muitas das análises apontam que, além da definição de um método, é importante compreendermos como a criança constrói seus conceitos sobre a língua escrita. A maior importância atribuída aos processos de aprendizagem das crianças abre caminho para questionarmos as concepções de alfabetização dos professores que são determinantes de seu pensar e agir pedagógicos. Podemos dizer que, ao questionar como as crianças aprendem, intrinsecamente ocorre o seguinte questionamento: como os professores ensinam? Tal perspectiva esclarece-nos que a alfabetização é um processo complexo e que não tem idade para acontecer, sobretudo se entendemos que a alfabetização não se dá simplesmente pelo treino das habilidades de "decodificação" e "codificação" de códigos. Minha visão de alfabetização considera a escrita e a leitura como instrumento cultural complexo e interligado às diversas experiências sociais e culturais que circunscrevem o mundo infantil. Falo do escrever como registrar vivências, expressar sentimentos e emoções, ou seja, como comunicação. Na educação infantil, as práticas pedagógicas precisam realizar uma conexão entre o processo de alfabetização das crianças e o mundo real, construir uma concepção de ensinar a ler e a escrever no próprio contexto das práticas sociais da leitura e da escrita, inserindo as crianças em um contexto amplo, rico, fecundo e permeado de múltiplas linguagens, as quais automaticamente as levarão à linguagem escrita. Isso me leva a afirmar que fazer um gesto, um desenho, uma pintura, uma gravura, um movimento, uma dança, uma escultura, uma maquete, brincar de faz-de-conta, decifrar rótulos, seriar códigos, ouvir histórias, elaborar listas, discutir impressões de notícias de jornal, elaborar cartas, trabalhar com receitas, realizar visitas a bancos, museus e supermercados, conviver e interagir com gibis, livros, poesias, parlendas, ouvir música, enfim, a interação com as diferentes linguagens é essencial e antecede as formas superiores da linguagem escrita. O desenvolvimento de tais atividades esclarecerá às crianças a importância e o funcionamento da escrita em nossa sociedade, desenvolvendo capacidades necessárias para a sua apropriação. Isso poderá motivá-las a querer conhecer mais, querer aprender a ler e escrever de maneira prazerosa e satisfatória. O papel da escola intensifica-se, enquanto a prática de ensinar complexifica-se. Ressalto a importância de as crianças conviverem com a leitura e a escrita cotidianamente, pois assim a prática pedagógica do professor se voltará para a função social da escrita e da leitura. Pode-se afirmar que, antes de se ensinar a ler e escrever, é preciso desenvolver na criança tal necessidade. Concordo com Mello (2005) quanto ao fato de que só assim o leitor será capaz de ler ideias, e não apenas palavras compostas de sílabas em um texto. Da mesma forma, ao escrever, registrará ideias, e não apenas grafará palavras. Nesse caso, é preciso avançar no ensino da escrita, que geralmente acontece na escola por meio de exercícios de repetições, preenchimento de letras, treino das sílabas, junção de vogais, ou seja, tarefas de treino de escrita de letras, sílabas e palavras que não constituem atividades de expressão. A leitura e a escrita fazem parte da linguagem do ser humano e, ao serem desenvolvidas, é importante que estejam correlacionada às outras linguagens. Tomemos a oralidade como exemplo. Ela envolve as pessoas e, sendo compreendida em uma comunicação recíproca, pode provocar o processo de alfabetização. Digo isso pelo fato de a escrita ser uma representação da fala, que, por sua vez, representa a realidade. A oralidade é uma linguagem fundamental nas relações entre professores e crianças e das crianças entre si, porém é ainda pouco discutida na educação infantil. Nessa etapa, tanto o movimento quanto as expressões verbais e não verbais estão fomentando simultaneamente o desenvolvimento infantil. A linguagem oral precisa provocar a expressão das crianças e, para tal desenvolvimento, a criança precisa conviver, participar e falar. Para que essa tríade seja estabelecida, cabe ao professor motivar a participação ativa das crianças, vendo-as como sujeitos capazes de aprender e de se desenvolver. A fala não é representada apenas pela voz, mas de diversas maneiras, e os profissionais que atuam nos contextos educativos precisam fazer as interpretações. Paralelamente à linguagem da oralidade caminha a educação da sensibilidade, da percepção, da concentração e da atenção. Ouvir ou falar não é tão fácil como parece. É nesse contexto de complexidades que quero adentrar. O desenvolvimento da oralidade contribui para que o professor se aproxime das crianças e para que essa aproximação possibilite ouvi-las atentamente. Ao fazer isso, o professor terá a oportunidade de conhecer e interpretar o mundo social e cultural das crianças, ou seja, terá a chance de desvendar o que elas pensam, sentem, falam e fazem. Essa prática - meio de desencadear o pensar e agir pedagógicos - permite ao professor ler a realidade que circunscreve as ações infantis, o que, por conseguinte, favorece-lhe a promoção de atividades significativas que envolvam as crianças em sua realização. Discordo por completo da didatização das atividades e do modelo tradicional burguês de seleção de conhecimentos. Chamo atenção para a importância de elaborar atividades produtivas, interligadas às experiências culturais e sociais das crianças. Nesse sentido, cito Vygotsky (1998), que considera primordial o trabalho no campo educacional quando proporciona o desenvolvimento do conhecimento científico, porém alerta que este deve ser construído a partir dos conceitos trazidos pelas crianças, pois possibilita o processo de elaboração conceitual. Portanto, a análise das experiências culturais e sociais das crianças é ponto de partida, e não de chegada. Isso permite que elas saiam de sua indiferenciação inicial para se apropriar de novos conceitos. Interligar a oralidade e as experiências culturais das crianças aos processos de alfabetização parece-me uma possibilidade positiva para romper com o temor da própria alfabetização, a qual historicamente acompanha a vida das crianças e as práticas dos professores. Mello (2005) salienta que, sem exercitar a expressão, o escrever fica cada vez mais mecânico: sem ter o que dizer, a criança não tem por que escrever. Nesse sentido, o processo de alfabetização começa muito antes da primeira vez em que o professor coloca um lápis na mão da criança e mostra-lhe como formar letras. Rompemos, assim, com a ideia de que a criança só deve escrever quando o professor mandar. No contexto da escola infantil, isso provoca um efeito positivo nos processos de alfabetização, pois a aquisição do código escrito passa a ser compreendida como atividade de expressão, comunicação e registro de experiências. É preciso pensar a alfabetização para além de uma gama infindável de distorções, arbitrariedades, interpretações que enfatizam a técnica em detrimento de sua função social e cultural. Isso exige que conectemos a escrita ao mundo real da criança, não separando algo que está social e culturalmente interligado. Por isso, vejo a oralidade a e alfabetização de maneira indissociável e complementar: duas linguagens humanas que formam uma só.
Altino José Martins Filho

sexta-feira, 31 de maio de 2019

DICAS DE MODA JUNINA

Sabe por que eu adoro as festas juninas? Por causa das comidas típicas, das músicas super engraçadas, do friozinho que a gente tenta tapear perto da fogueira, dos fogos coloridos e principalmente das roupas, que são super divertidas.
O modo mais comum de se arrumar para uma festa junina é a caipirinha de vestido. Os vestidos são sempre muito estampados com rendinhas e um monte de frú-frús, a maioria deles têm um tipo de calça embaixo da saia, o que a deixa mais bufante. Você encontra esses vestidos na maioria das lojas de departamentos ou de roupas. Para completar o visual você faz umas pintinhas perto do nariz e faz duas maria-chiquinhas no cabelo, fica uma graça, eu chamo esse visual de "Caipirinha Bonitinha".

Mas se você é uma pessoa mais divertida e prefere ser mais engraçada, você pode exagerar no modo de se vestir. Que tal pegar um vestido estampado velho, costurar alguns remendos e deixá-lo bem "troncho", depois você calça umas botinhas, faz umas trancinhas e põe um chapéu de palha bem desfiado. Para dar o toque final, além das pintinhas no nariz, pinte (com lápis de olho) um de seus dentes da frente de preto, vai parecer que você é banguela! Eu chamo esse visual de "Caipirinha Jeca".
Gostou das dicas? Então...comente uai!

terça-feira, 19 de março de 2019

DIÁRIO DE BORDO

Na educação infantil, o registro é um poderoso instrumento de avaliação que acompanha a evolução do processo educativo da criança. Registrar significa expressar de forma documental um fato ou um acontecimento, ou seja, é uma maneira de marcar, mencionar, anotar esses acontecimentos e fatos. Dessa maneira, o que é dito, falado, passa, pois as palavras são passageiras, entretanto, o que é registrado permanece, comprova, documenta, cria memória e história. 
No Brasil, historicamente, nunca houve muita preocupação com os registros na educação infantil por seu caráter assistencialista. Foi a partir da promulgação da LDB, em 1996, e das publicações das Diretrizes para Educação Infantil que a educação infantil passa a ser considerada uma etapa importante da educação básica, que, apesar de não ter caráter de aprovação e retenção, deve sempre ter a preocupação com os avanços no desenvolvimento integral de cada criança matriculada.  
Nesse contexto, o registro na educação infantil se torna um instrumento importantíssimo para criar e recriar a prática educativa a cada avanço no processo de construção do conhecimento e desenvolvimento de cada criança. 
Ele permite a reflexão, objetiva e novos direcionamentos, redirecionamentos e realinhamentos do trabalho do professor. Além disso, o registro auxilia na conscientização quanto à função docente, pois à medida que escrevemos organizamos o pensamento, recuperamos detalhes, criamos uma lógica para os fatos, uma ordem de estrutura e de memória, o que propicia um processo reflexivo sobre o contexto e sobre a própria prática docente, que auxilia o processo de avaliação do desenvolvimento de cada criança de forma integral.  
DIÁRIO DE BORDO 
O diário tem a função de garantir o diálogo intrapessoal. Nele são registrados fatos ocorridos e sentimentos inerentes a esses acontecimentos, como dificuldades, facilidades, dúvidas, surpresas, conquistas, entre outros. 
Não existem regras para se escrever o diário. Ele tem uma característica muito pessoal de quem o escreve. Em determinado momento, a escrita pode ser sobre uma criança; em outro, sobre a atividade realizada, individualmente ou em grupo, sobre a organização do espaço e sobre os materiais em sala de aula. O professor ainda pode registrar no diário como se sente sobre o desenvolvimento e a reação da turma frente a uma atividade proposta, entre outras coisas que achar pertinente registrar. 
O diário não exclui o planejamento das aulas, porque ambos são de extrema importância para o trabalho pedagógico. Enquanto o planejamento é mais institucional e oficial, no diário, o professor tem mais liberdade de escrita, tem que se preocupar somente com aquilo que está sentido com relação à sua turma e às suas ações. O ideal é que os registros sejam feitos todo dia, pois dessa forma terão maior fidedignidade e garantirão a riqueza e os detalhes do que está acontecendo na prática do professor ou com as crianças. Porém, às vezes, em decorrência da falta de tempo, podem ser feitos semanalmente, mas o mais importante é que eles ocorram. (Trechos do Manual Pedagógico Escala Educacional) 

domingo, 15 de julho de 2018

Reflexão: Agosto, mês dos pais...

Certas convenções parecem estar tão enraizadas em nosso modo de ver a vida e de viver, que ficam inquestionáveis. Com a comemoração do Dia dos Pais não é diferente. Em todos os lugares onde presto algum tipo de colaboração, e também nas escolas, tornou-se uma espécie de obrigação criar algo especial para ser apresentado aos pais, e as crianças devem forçosamente confeccionar alguma lembrança para lhes dar de presente. 

Sinceramente, isto tudo me parece muito mais uma satisfação das educadoras, para a coordenação das escolas e para as famílias das crianças, que uma atividade que reflete a realidade dos sentimentos de todos os envolvidos. Não estamos aqui defendendo nenhuma idéia do tipo "deviam parar com isto", "é só uma data comercial". Afinal de contas, existem muitos e muitos pais que realmente merecem e ficam sensibilizados pelas lembranças e homenagens que recebem. 


Só que, este ano, descobri que não concordo com o modo como lidamos com estas datas. E fico pensando nas crianças: será que elas concordam? Será que elas realmente estão contentes com os pais que têm? Será que elas realmente diriam as palavras que são colocadas em sua boca para recitarem, se tivessem escolha? 


Não vejo sentido em trabalhar datas comemorativas como esta, em sala, se não conhecemos a realidade dos alunos, se eles não têm chance de refletir e de perceber como realmente se sentem enquanto filhos. Onde está seu pai? Ele mora com você? Quando foi que o viu pela última vez? Do que vocês falam? Onde vão juntos? Costumam brincar? De quê?... 


Uma amiga minha contava, na segunda-feira, que os seus dois filhos mais novos passaram o domingo em prantos, porque tiveram a tradicional comemoração e presentes da escola para os pais, as tais mensagens e poesias de comportamento paterno idealizado, mas o seu próprio pai além de não morar com elas, nunca as visita e, quando telefona, nem pergunta como estão passando. Para muitos adultos, também não deixa de ser um dia difícil. 


E minha pergunta é: será nosso papel de educador acrescentar a estes alunos mais uma frustração, mais uma dor íntima, mais sentimento de rejeição do que elas já possuem? Ou será que somos tão superficiais em relação a este assunto porque temos medo de ver a realidade como é e de não sabermos o que fazer com ela? 


Por que não aproveitamos que todos estão falando disso para procurar entender a relação com esta criatura que chamamos de pai? Por que não aproveitamos para enxergar o ser humano que ele é, em vez de recitar poesias sobre o que ele nunca foi e, talvez, nunca venha a ser? Por que não verificamos as nossas expectativas em relação ao nosso pai, para ver se elas são reais ou fantasiosas, se elas nos fazem bem ou nos fazem sofrer, se elas nos fazem caminhar ou parar num ciclo de auto-piedade, em que culpamos os outros pelo modo como nos sentimos desprestigiados, negligenciados e rejeitados?... 


Nós precisamos compreender a paternidade além das convenções. Quem sabe, depois de algum tempo, nós realmente tenhamos, como produto da verdadeira reflexão de cada um e do aumento da percepção de si mesmo, poesias e mensagens que expressam, de verdade, nossos melhores sentimentos por nossos pais. 


Quem sabe possamos aprender a aceitar nossos pais como são, descobrindo as suas virtudes, estabelecendo um relacionamento pai/filho onde a sinceridade seja base do afeto e do respeito, no lugar da tentativa de resolver projeções e frustrações de um em relação ao outro.(Rita Foelker)

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

PALAVRAS MÁGICAS






Com licença. Gostaria de ocupar o seu tempo por alguns poucos mi­nutos para comentar alguns aspectos sobre como transmitir a uma criança noções sobre boas maneiras. Afinal, o bom relacionamento entre as pessoas é fundamental para uma convivência tranqüila, para a cons­tituição de grupos sociais e para demonstrarmos respeito pelos nossos semelhantes. Ser bem educado torna a vida mais fácil e mais agradável. Por estes motivos, é importante ensinar estes conceitos para a criança, principalmente através do exemplo, para que ela possa beneficiar-se das grandes vantagens de ser uma pessoa bem educada e querida.

Desculpe se insisto em afirmar que o melhor modo de ensinar uma criança a ter boas maneiras é através do exemplo. Se ela ouvir você pe­dir desculpas por inadvertidamente ter dado um encontrão em outra pes­soa, saberá que esta é a conduta adequada, e terá um reforço maior ainda quando esta outra pessoa der um sorriso e disser que não foi nada. Não há maneira melhor de ensinar um comportamento adequado do que através de um modelo. É assim que as crianças aprendem sobre o certo e o errado, sobre como agir em determinadas situações e sobre o que se espe­ra dela. O nosso dia-a-dia está repleto de oportunidades para que os pais demonstrem sua maneira de lidar com diversas situações, como nas filas, nos corredores lotados do supermercado ou no trânsito.

Mas, por favor, não se esqueça da espontaneidade da criança. É preciso aproveitar com tranqüilidade aqueles comentários constrangedores (e sinceros) sobre outras pessoas para ensinarmos que ninguém aprecia ouvir opiniões a respeito de seu excesso de peso, por exemplo. Quando uma criança aprende boas maneiras sem ser pressionada ou severamente criticada pelos pais quando comete algum deslize, ela ficará orgulhosa de suas conquistas e irá assimilar esta conduta não como algo imposto e obrigatório, mas como algo natural, que fará parte de seu co­ti­diano espontaneamente e irá proporcionar enormes recompensas nos seus relacionamentos.

Obrigada pela sua atenção.

domingo, 3 de julho de 2016

O que fazer com as crianças nas férias?


Férias escolares sempre trazem dúvidas aos pais. Ao contrário do que acontece durante o período de aulas, agora, o filho passará a ter quase todo o tempo livre. 
Qual é a melhor opção para ocupar as crianças? Colocá-lo em cursos e atividades físicas ou reservar um tempo para ele descansar? 
E o "problema" se agrava ainda mais se você não consegue tirar férias do trabalho na mesma época. Muitos pais recorrem à tradicional colônia de férias. Outros optam por deixá-los em casa com uma empregada ou babá, mandá-los para casa de parentes, vizinhos e coleguinhas ou matriculá-los em cursos de férias que desenvolvam o potencial artístico. 
Há também os quem dão uma fugidinha do trabalho e levam o pimpolho para os diferentes programas que estão acontecendo na cidade. Uma coisa é certa: é preciso muita criatividade para distrai-los. 
As vontades e opiniões dos filhos devem sim ser levados em conta, mas não devem predominar sempre. "Deve haver concessões de acordo com as limitações de cada idade. Uma criança de cinco anos pode decidir que roupa vai vestir, mas não para onde vai durante as férias". 
O ideal é que os pais vejam o comportamento do filho. Não adianta querer colocá-lo numa aula de teatro, por exemplo, se ele morre de vergonha de tudo e de todos. Essas decisões têm que ser tomadas junto com a criança. 
Atividades esportivas também são uma boa opção para as férias. Além de ocupar o tempo dos filhos, os exercícios cansam e pedem descanso depois!

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Iniciando o ano letivo...

Vamos conhecer nossos alunos!

Após as festas do final do ano e das férias, voltamos ao mais importante: reiniciar o ano letivo. Nesse processo, nos deparamos com várias ações; entre elas, conhecer alunos novos. Esse é o primeiro passo a ser dado pelo professor no início do ano, seja ele um professor da Educação Infantil ou do Ensino Fundamental. Educar um aluno, desconhecendo o seu modo peculiar de ser, seu individualismo, sua personalidade, significa não só ser incapaz de contribuir para o seu desenvolvimento, como pode, por vezes, distorcer o seu crescimento, matando o gérmen de inúmeras capacidades e qualidades que poderiam ser cultivadas. Todo aluno tem suas características pessoais, sua história de vida, seu ambiente familiar e social, que devem ser conhecidos, respeitados e compreendidos. Compreender cada aluno, aceitá-lo tal como ele é, com suas qualidades e seus defeitos, ajudá-lo a vencer suas dificuldades, a adaptar-se ao seu grupo, a crescer e amadurecer: tudo isso, feito com firmeza, conhecimento, carinho e paciência, é o papel primordial do professor. Mas o professor não é um psicólogo, não tem preparação técnica para interpretar a personalidade de cada aluno. Além disso, tem diante de si uma classe numerosa, uma programação extensa a ser cumprida durante o ano. Como conciliar essas dificuldades? Como realizar, na prática, esses conceitos básicos tão conhecidos de todos nós? Os contatos constantes com os pais e a observação do aluno durante o ano são os meios mais eficazes para atingir essa meta.

O contato constante entre pais e escola é muito necessário.

Reuniões de pais, entrevistas pessoais, festas escolares, palestras e boletins informativos sobre o rendimento escolar e a conduta da criança são os meios mais utilizados para manter vivo esse relacionamento entre pais e professores. O professor terá a oportunidade de conhecer os pais, suas atitudes, seus valores na vida, seus desejos, seu relacionamento com os filhos e compreenderá, então, muitas das reações das crianças, fruto dessas atitudes e desses valores. Esse contato, sem dúvida alguma, enriquece muito a oportunidade educacional da criança. Mas lembremo-nos de que, se, de um lado, o professor tem seu tempo material limitado, também os pais têm suas ocupações e obrigações. Para eles, vir à escola é um esforço que deve ser recompensado. Planejar, portanto, o número de reuniões, entrevistas e palestras para o ano todo, procurando equilibrá-las — para não sobrecarregar o professor; para não solicitar em demasia os pais —, é essencial. Vamos planejar a programação anual e preparar detalhadamente cada entrevista, cada reunião, aproveitando ao máximo as oportunidades desses encontros.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

ESCOLHA O BRINQUEDO CERTO...


Até 1 ano — O primeiro brinquedo do bebê é o próprio corpo. Ele começa a conhecer o mundo e se conhecer tocando, pegando um objeto e levando-o à boca. Por isso não são adequados, até os 3 anos de idade, brinquedos pequenos que ofereçam risco de serem ingeridos. Os chocalhos e mordedores são grandes e têm formas arredondadas. Bolas de pano, cubos coloridos, livros de plástico, brinquedos de praia e de banheira são bem aceitos. Uma boa dica é estimular a criança pendurando brinquedos no berço.


De 2 a 3 anos
— Como na fase anterior, o brinquedo deve ajudar a criança a desenvolver os sentidos. Objetos com noções de tamanho, forma, cor, som e textura são os mais indicados para que as crianças possam encaixar, montar, derrubar e refazer tudo de novo. Os brinquedos devem estimular a imaginação, por isso devem ser evitados os de corda e pilha. Sugestões: carrinhos com corda para puxar, brinquedos de plástico para abrir e fechar, cubos de encaixar, bolas, livros com mais ilustrações e instrumentos musicais simples.

De 3 a 6 anos — É importante que o brincadeira aproxime as crianças. O interessante é trabalhar em pequenos grupos com quebra-cabeça, jogo de memória, massa de modelar e livros de história. Esta também é a fase da imitação, principalmente das ações dos adultos. Telefonar, cozinhar, escrever, ser a mamãe ou o super-herói fazem parte do mundo imaginário das crianças. Fantasias e equipamentos que ajudem a construir esse mundo de faz-de-conta são bem-vindos. Um bichinho de pelúcia pode se transformar no amigo inseparável. Outras sugestões: bicicleta, fantoches, blocos de várias formas e tamanhos, roupas de fantasia, animais e equipamentos de fazenda, utensílios domésticos e de jardim, ferramentas de marcenaria, maleta de médico e quadro-negro.

De 6 a 9 anos
— As crianças começam a querer descobrir como o mundo funciona. É um período de intensa socialização, por isso estimule jogos em grupos e evite carro de controle remoto e jogos de computador. Objetos como globo terrestre, uma lupa ou livro de histórias se transformam em interessantes brinquedos. Jogos que estimulam o levantamento de hipóteses, palavras cruzadas, jogos de tabuleiro, montagem de mosaico, quebra-cabeça, autorama, desafios ortográficos, corda de pular, bicicleta e brinquedos de montar fazem o maior sucesso.

De 9 a 12
anos — Este é um período em que a criança gosta de explorar objetos e lugares e a testar habilidades físicas. Jogos que exigem decisões estratégicas ou que testem os conhecimentos obtidos na escola ajudam no desenvolvimento intelectual e psicológico da criança. Equipamentos para desenhos, pernas de pau, patins ou skate, ping-pong de mesa, experiências químicas, fotografia, jogos de mágica, coleções e jogos de xadrez são bem aceitos.

Para todas as idades
— Os produtos devem ter o selo de certificação de segurança do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro). O selo do Inmetro garante que o produto foi testado e avaliado em laboratórios especializados em brinquedos, além de estar dentro das normas técnicas de segurança. O consumidor deve verificar também se o brinquedo possui as informações obrigatórias na embalagem, que são: idade a que se destina o brinquedo, instruções de uso, número de peças e identificação do fabricante com nome da empresa, endereço e o Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ).

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

AVALIAÇÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL


• Observar e compreender o dinamismo presente no desenvolvimento infantil é fundamental para redimensionar o fazer pedagógico. Essa compreensão influenciará diretamente na qualidade da interação dos professores com a infância.

• O conhecimento de uma criança é construído em movimento de idas e vindas, portanto, é fundamental que os professores assumam seu papel de mediadores na ação educativa. Mediadores que realizam intervenções pedagógicas no acompanhamento da ação e do pensamento individualizado infantil.

• Ainda hoje, na prática cotidiana, é comum, não só na Educação Infantil, como nos demais níveis de ensino, os avaliados serem só os alunos. É necessário que a clássica forma de avaliar, buscando “erros” e “culpados", seja substituída por uma dinâmica capaz de trazer elementos de crítica e transformação para o trabalho.

• Nesse processo, todos – professores/recreadores, coordenação pedagógica, direção, equipe de apoio e administrativa, crianças e responsáveis – devem sentir-se comprometidos com o ato avaliativo.


Para focar o olhar em como se avalia, sugere-se atenção aos pontos abaixo, nos espaços de Educação Infantil:

Análises e discussões periódicas sobre o trabalho pedagógico
Estas ações são realizadas nos encontros periódicos. Elas fornecem elementos importantes para a elaboração e reelaboração do planejamento. Igualmente importante é dar voz à criança. Nesse sentido, a prática de avaliar coletivamente o dia-a-dia escolar, segundo o olhar infantil, traz contribuições fundamentais e surpreendentes para o adulto educador, ao mesmo tempo que sedimenta a crença na concepção de criança cidadã.

Observações e registros sistemáticos
Os registros podem ser feitos no caderno de planejamento, onde cada professor/recreador registra acontecimentos novos, conquistas e/ou mudanças de seu grupo e de determinadas crianças, dados e situações significativos acerca do trabalho realizado e interpretações sobre as próprias atitudes e sentimentos.

É real que, no dia-a-dia, o professor/recreador não consiga registrar informações sobre todas as crianças do seu grupo, mas é possível que venha a privilegiar três ou quatro crianças de cada vez e, assim, ao final do período, terá observado e feito registro sobre todas as crianças.


Utilização de diversos instrumentos de registro
Para darmos espaço à variada expressão infantil, arquivos contendo planos e materiais referentes aos temas trabalhados, relatórios das crianças e portfólios podem ser utilizados como instrumentos de registro de desenvolvimento.

O professor/recreador deve organizar um dossiê de cada criança, guardando aí seus materiais mais significativos e capazes de exemplificar seu desenvolvimento.


Também durante a vivência de um projeto de trabalho, cada grupo deve ter como meta a produção de um ou mais materiais que organize o conhecimento constituído acerca do assunto explorado. Assim sendo, o arquivo de temas é o dossiê do projeto realizado pelos grupos de uma mesma instituição.

Construção de um olhar global sobre a criança

Afim de evitar um ponto de vista unilateral sobre cada aluno, é fundamental buscar novos olhares:


- Recolhendo outras visões sobre ela.
- Contrastando a visão dos responsáveis com o que se observa na escola.
- Conhecendo o que os responsáveis pensam sobre o que a escola diz.
- Refletindo sobre o que a família pensa em relação aos motivos de a criança comportar-se de determinada forma na escola.
- Ouvindo a família sobre como pensa que poderia auxiliar a criança a avançar em seu desenvolvimento. 

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