A Roda de Conversa é um elemento muito importante das aulas. Nela os alunos e professor interagem, se conhecem e desenvolvem habilidades da língua falada. A roda pode acontecer todos os dias na primeira semana, nas segundas-feiras, sobre o final de semana, ou no primeiro dia de aula da semana, caso haja feriado. No início começamos com coisas simples. Fazemos a roda para falar sobre o animal que mais gostamos, sua cor preferida, o nome completo, a idade, o endereço, nome do papai, da mamãe, quantas pessoas mora na sua casa, se tem animal de estimação... Pois assim, adquirimos informações das crianças, vemos o seu conhecimento sobre a própria vida, o que precisamos ajudá-la a melhorar na fala, e ainda promovemos o conhecimento e o entrosamento da turma. É muito importante que se comece com pequenas perguntas que permitam respostas curtas. A criança também estará desenvolvendo a capacidade de esperar a vez para falar e ouvir o que o outro está falando. Na segunda semana são permitidas perguntas de umas para as outras, mas só se quiserem. Sempre incentive, mas NUNCA force uma criança a falar. No decorrer do ano a RODA serve também para resolvermos problemas disciplinares, o que leva toda a turma a decidir juntamente com o professor. Em situação de desavenças, na qual o professor não pôde ver quem foram os culpados, testemunhas são fundamentais. Além disso, as crianças desenvolvem senso de justiça, certo e errado, ação e reação, causa e consequência, além de adquirirem mais responsabilidade por suas ações. A RODA também ajuda a iniciar um trabalho, projeto ou aula, para verificar conhecimentos e também avaliá-los. Pode-se fazer uma avaliação prévia do que a turma sabe antes de iniciar um conteúdo, e sondar o que aprenderam com o que estudaram. O mais gostoso da RODA é ver o crescimento dos alunos. Se possível, até para estudo e própria avaliação, grave algumas, intercalando as primeiras, as medianas e as últimas. Verá como as crianças desenvolvem a língua falada, a argumentação, o questionamento e a articulação. No final os alunos, mesmo os mais tímidos, gostam tanto, que lembram o professor, caso ele tenha esquecido. É algo que vale a pena investir...
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quinta-feira, 3 de outubro de 2019
RODA DE CONVERSA
terça-feira, 19 de março de 2019
domingo, 12 de março de 2017
quarta-feira, 19 de outubro de 2016
quarta-feira, 14 de setembro de 2016
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015
Portfólio...adote esta ideia!
O portfólio enquanto ferramenta pedagógica pode ser descrito como uma coleção organizada de trabalhos produzidos pela criança, ao longo de um determinado período de tempo, de forma a poder proporcionar uma visão ampla e detalhada da aprendizagem efetuada, bem como dos diferentes componentes do seu desenvolvimento. Reflete também a identidade de cada criança, de cada professor, em cada contexto, enquanto construtores do seu desenvolvimento ao longo da vida. O portfólio auxilia no trabalho com a interdisciplinaridade. Ele é uma forma de avaliar, portanto, antes de pedir para que a criança escreva seu nome, se desenhe, desenhe sua casa, sua rua, seu vizinho, escolhendo o que mais gosta, você precisa trabalhar isso com ela, seja na oralidade ou na escrita. A criança não precisa fazer seus registros direto no portfólio. Pode fazer atividades em uma folha e depois colar. Isso facilitará sua compreensão, de que qualquer atividade que considerar interessante poderá ser anexada, ilustrando ainda mais a concepção de construção que o mesmo oportuniza. No início do portfólio podemos colocar o nome da criança, sua foto, ou desenho e uma apresentação, que pode ser uma pequena produção escrita, um desenho, uma música, um poema, enfim, algo com que ela se identifique e que considere que poderia representar o que pensa e sente. Após a apresentação podem ser colocados dados pessoais da criança, o que auxiliará também na construção de sua identidade. Pode-se colocar o número do sapato, o peso, a altura (que mudarão durante o ano e podem ser registradas novamente – para isso poderemos fazer uma tabela), nome dos pais, cor que mais gostam, brinquedo e comida favoritos, o amigo com quem mais gostam de brincar, o local onde moram (endereço completo), o desenho da casa em uma folha, da rua em outra, o vizinho preferido e colocar o nome dele, dentre outras tantas coisas. Se, em sala, a criança escolhe alguma atividade para compor o portfólio precisa escrever ( o que podia ser feito em casa, com ajuda da família ou em sala, com ou sem o auxílio da professora ou dos colegas) e o porquê que selecionou aquela atividade. Se coloca, por exemplo, que era porque tinha gostado, tem que explicar o motivo. Assim começa as primeiras reflexões escritas. O portfólio deixa claro o processo de aprendizagem da criança. Os pais quando percebem isso, ficam gratos, além de acreditarem nas competências dos próprios filhos. Não é só uma questão de saber os conteúdos, mas de aprender a ser autônomo, a ter criticidade, ser autêntico, organizado, cuidadoso, caprichoso, respeitar a sua própria produção e a do outro, considerando-as como um processo, que tem apenas início, nunca estando pronto ou acabado!
segunda-feira, 6 de outubro de 2014
terça-feira, 26 de agosto de 2014
quarta-feira, 14 de maio de 2014
terça-feira, 10 de setembro de 2013
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
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