domingo, 29 de agosto de 2010

LANCHE DIVERTIDO

sábado, 14 de agosto de 2010

PEDAGOGIA VIVENCIONISTA


A escola como ela é hoje não motiva alunos, professores, diretores e nem mesmo pais. Ela segue um determinado modelo que não gera interesse pelo aprendizado e não incentiva inovações. As aulas são pré-planejadas, sem a participação do aluno e, muitas vezes, nem mesmo do professor. Com aulas assim, o resultado fica limitado.

Para mudar esse desinteresse, devemos dar ao aluno a liberdade de escolha, através da qual se cria um interesse pelo aprendizado e, com isso, aprende-se mais e melhor.

Tendo como base a liberdade de escolha e a busca pela felicidade, a Pedagogia Vivencionista desenvolveu-se para permitir que a vida entre em sala de aula por todos os meios possíveis.

Conectando a escola ao mundo, ensinamos aos alunos através da vivencia real de problemas e empreendimentos reais. Estamos falando em dar liberdade para o aluno criar, e deixar que ele descubra o que deve aprender para atingir suas metas.

Muito se tem falado ultimamente sobre o ensino através de projetos. Podemos encontrar usos que variam desde o envolvimento de toda a escola em datas comemorativas até escolas mais arrojadas que os usam como base de seu desenvolvimento pedagógico. Grande parte desses projetos, porém, não dão ao aluno muita liberdade: tanto o tema quanto o andamento dos projetos são determinados pelos adultos, e as crianças continuam limitadas a aprender somente aquilo que lhes é passado.

Para que os alunos estejam presentes de corpo e alma durante as aulas, é preciso, antes de mais nada, que os projetos despertem a motivação dos alunos e que tragam consigo um significado – o aluno precisa querer aprender e entender porque está sendo feita aquela atividade.

Os alunos, quando impulsionados por seus próprios anseios, adquirem motivação ao se depararem com problemas, necessidades e curiosidades, e constroem eles mesmos o conhecimento necessário para resolvê-los ou saná-los.

Como colocar uma educação assim em prática?

O nome “Pedagogia Vivencionista”, usado para nomear nossa metodologia, vem do fato de que, através dela, deixamos a vida entrar em sala de aula para que os alunos possam vivenciar problemas e situações reais e, através deles, desenvolver seu aprendizado.

Cada projeto vivencionista segue uma sequência de etapas, cada uma com objetivos definidos:

Fase I – Escolha do Tema – Diferente do que muitos pensam, o tema a ser estudado trará a abordagem de assuntos variados. Por isso ele pode ser escolhido pelas crianças.

Esta escolha acontece através da exposição de materiais diversos, em que as crianças exploram um kit de materiais que as apresente um mundo maior do que o universo infantil que as cerca. Conhecendo um novo mundo, as crianças sugerem os temas que chamaram a sua atenção e que gostariam de estudar. Tendo uma lista com todos os temas sugeridos, começa-se um debate em que cada aluno defende a sua idéia. As crianças mostram-se abertas a mudar suas escolhas caso outro tema as interesse mais e, por isso, depois dessa defesa, é feita uma votação através da qual se decidirá qual o tema do novo projeto.

Fase II – Exploração do tema – A fim de adquirirem um repertório mínimo a respeito do tema escolhido, as crianças desenvolvem um “mapa do projeto”, que é um registro de todas as suas questões e hipóteses sobre o tema. Esse mapa serve como uma lista de tarefas para as pesquisas iniciais: deve-se deixá-los encontrar meios para responder suas próprias perguntas. Tendo conhecimento suficiente sobre o tema escolhido, os alunos já estarão prontos para decidir aonde querem chegar com o projeto.

Fase III – Empreendimento – Esta é a fase em que o projeto realmente acontece. A atividade de conclusão é o objetivo final do projeto e, por possuir uma maior complexidade, os alunos deverão desenvolver uma série de atividades e experimentos para conseguir concluí-lo. As crianças já decidiram o seu objetivo e estão abertas a desenvolver as atividades necessárias para chegarem aonde querem. Com a ajuda do professor, elas analisam os caminhos a serem tomados e o planejamento de suas atividades. As situações não são criadas pelo professor: são necessidades genuínas dos projetos que geram oportunidades de ensino de diversas áreas do conhecimento. O término do projeto ocorre quando a atividade de conclusão é realizada.

Na proposta vivencionista, quebramos um tabu gigantesco: o de que não há educação sem planejamento. O professor que trabalhe com essa pedagogia deve entrar em sala de aula somente com a vaga idéia do que fará baseado na atividade de conclusão decidida pelos alunos. No entanto, ele deve ter em mente que os caminhos podem mudar caso algum aluno tenha outra idéia e os outros resolvam segui-lo.

Para que o ensino possa acontecer assim, o professor deve ter claramente todos os seus objetivos na ponta da língua e, quando houver oportunidade, desenvolvê-los e aprofundá-los com as crianças.

É preciso que o professor tenha confiança na vida e perceba que o conhecimento humano surge de necessidades básicas e está presente na maioria dos obstáculos que terá de enfrentar com as crianças. (Marcelo Rodrigues)

quarta-feira, 9 de junho de 2010

LUTO INFANTIL


Muitos adultos acreditam que a criança não entende nada sobre a morte e deve ser poupada de saber que alguém próxima a ela faleceu. Entretanto, é provável que esta mesma criança já tenha visto um inseto morrer, perdido algum bicho de estimação ou assista alguma cena de morte em desenhos ou noticiários. Quando a criança perde uma pessoa querida de sua família como pai, mãe , irmão ou irmã, avós, ela fica triste, confusa. Ocorre que esta mesma morte é sofrida por seus familiares, que doloridos, estão sem condições de manter a intensidade de cuidado e atenção que antes dirigiam a ela. O importante é que, passado este momento de crise, ela volte a sentir-se segura e bem cuidada. Pode ocorrer que, nas semanas seguintes a perda, as crianças sintam grande tristeza ou sigam acreditando que o familiar que morreu permanece vivo. Se, no entanto, evitar mostrar tristeza ou persistir a longo prazo negando a morte de seu familiar querido poderá vir a ter sérios problemas no futuro. A raiva após a morte de alguém essencial para a segurança da criança é uma reação esperada que pode se manifestar através de comportamento irritadiço, pesadelos, medos ou agressão dirigida aos familiares sobreviventes. De qualquer maneira, sabemos que a reação da criança ao luto está bastante relacionada a forma que os pais ou pai sobrevivente e outros parentes abordarão esta questão com ela nas semanas e meses que sucederão a perda. Quando o adulto oculta dela a verdade sobre a morte, pode deixá-la confusa e desamparada pois possivelmente perceba que algo aconteceu e que todos estão agindo de forma diferente. Deixe a criança a vontade para exprimir os seus sentimentos.Não devemos obrigá-la a ir ao enterro ou velório caso ela esteja assustada. Poderá futuramente encontrar outras maneiras de se despedir e recordar através de fotos, rezas,etc...Caso ela manifeste desejo de participar do velório ou enterro, informe-a sobre o que verá, explique a razão de estarem ali, deixando-a livre para perguntar e para ficar o tempo que desejar. O fato é mesmo a criança que não sofreu perdas necessita do adulto para falar sobre a morte e esclarecer suas dúvidas. Converse com ela procurando ser o mais honesto possível. Falar em céu ou que o morto foi viajar ou dormiu, pode criar a falsa expectativa de que regressará, dificultando o entendimento da perda como algo definitivo.Além disso, temos que ter o cuidado de respeitar o seu tempo para compreender a morte, levando em consideração o seu desenvolvimento cognitivo. Crianças pré-escolares acreditam que a morte seja temporária e reversível, tal como acontece em muitos desenhos animados nos quais os personagens morrem e voltam a viver. Entre cinco e nove anos a morte é percebida como irreversível, mas não como algo natural e universal. Crianças que encontram-se neste grupo`não conseguem imaginar que elas ou alguma pessoa conhecida possa morrer. A morte é vista como algo distante, que só ocorre com os outros, a menos que haja uma perda de alguém muito próximo. Somente entre nove e dez anos a morte passa a ser percebida como uma interrupção das atividades dentro do corpo, que faz parte da vida, que é natural. Mesmo que a criança seja pequena e só entenda posteriormente, não devemos negar que todos iremos morrer algum dia e que é natural ficarmos tristes nestes momentos. Procure utilizar palavras simples e experiências que lhe são familiares. Depois, aguarde que a criança demostre novamente vontade de falar sobre este assunto. Outros sinais de sofrimento podem ser manifestados pela criança quando perde alguém importante, como perda de interesse por suas atividades, insônia, medos, manifestação de comportamento correspondente a uma idade anterior, isolamento, dificuldade escolar, imitação do morto. Se ela apresentar algum destes sintomas, e este persistir, procure a orientação de um especialista. (Tutomania)

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