quarta-feira, 29 de julho de 2009

Um pouco de Rubem Alves...


"Se fosse ensinar a uma criança a beleza da música não começaria com partituras, notas e pautas. Ouviríamos juntos as melodias mais gostosas e lhe contaria sobre os instrumentos que fazem a música. Aí, encantada com a beleza da música, ela mesma me pediria que lhe ensinasse o mistério daquelas bolinhas pretas escritas sobre cinco linhas. Porque as bolinhas pretas e as cinco linhas são apenas ferramentas para a produção da beleza musical. A experiência da beleza tem de vir antes." (Rubem Alves)

"Há escolas que são gaiolas. Há escolas que são asas"

Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do vôo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-las para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o vôo. Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são os pássaros em vôo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o vôo, isso elas não podem fazer, porque o vôo já nasce dentro dos pássaros.O vôo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado.(Rubem Alves)

O tempo perdido não pode ser recuperado. Sua beleza só pode ser vivida como ausência: a beleza dói... Magia é isto: invocar o que se foi, mas que continua a nos habitar. Ou será poesia? (Rubem Alves)

sexta-feira, 24 de julho de 2009

POESIA COM ARTE...

AS BORBOLETAS


Brancas

Azuis

Amarelas

E pretas

Brincam

Na luz

As belas

Borboletas

Borboletas brancas

São alegres e francas.

Borboletas azuis

Gostam muito de luz.

As amarelinhas

São tão bonitinhas!

E as pretas, então…

Oh, que escuridão!

PÁSSARO AMARELO

Moço Bonito que vem de lá
Moço Bonito encantado
Moço Bonito é tão bom te ter ao meu lado
Moço bonito que encanta
Moço bonito, teus olhos me dão esperança

Eu vim de lá...
Com tambores na alma
Eu vim, sem medo de viver
Eu vim, pra conhecer o belo
Eu venho em paz
Sou o pássaro amarelo...

EDUCASUL 2009 - EU PARTICIPEI!

ABERTURA

A solenidade de abertura, às 18h, contou com a presença de autoridades e convidados especiais. Em sua saudação, o organizador e diretor do Educasul Jessé Torres conclamou a todos, “procedentes de diferentes lugares e espaços educativos, a assumirem um compromisso ético com a instituição a qual atuam”.
- É com imensa satisfação e orgulho que os acolhemos, e em especial aos conferencistas e palestrantes que conferem fundamentação, seriedade e respeitabilidade às nossas discussões, contribuindo de modo salutar para o avanço da produção teórico-prática e proporcionando um espaço de formação que se solidifica a cada ano, frisou ele.

Coube ao professor Miguel Zabalza, doutor em Psicologia e Pedagogia pela Universidade Complutense de Madri (Espanha), fazer a primeira conferência, abordando “Avaliação e qualidade – participação ou controle?”. Disse o especialista que os próximos cinco anos são decisivos para o país abandonar os velhos valores educacionais que levam a criança a ir e voltar da escola sem estímulo e faz o professor indiferente aos problemas do aluno. Segundo frisou, a educação tem que preparar a criança social, física, intelectual e emocionalmente. Catedrático na Universidade de Santiago de Compostela, especialista em temas da educação infantil, desenvolvimento curricular, formação de professores e ensino universitário, Zabalza foi enfático ao dizer que se o sistema educacional não se transformar nos próximos anos, as futuras lideranças estarão comprometidas. Essa mudança, explicou, é o compartilhamento do respeito mútuo e confiança entre educadores e educandos.

MINI-CURSOS

O primeiro dia de atividades do Educasul 2009 começou com uma intensa movimentação dos participantes que, logo após o cadastramento, puderam escolher um dentre os três mini-cursos que ocorreram de forma paralela, das 14 às 17 horas.

RUBEM ALVES ALERTA – “É necessário acordar e dar prioridade à educação”

As observações são de Rubem Alves, psicanalista, professor emérito da Unicamp, bacharel em Teologia e Pedagogia, mestre em Teologia pelo Union Theological Seminary em Nova Iorque, doutor em Filosofia e autor de mais de 50 títulos voltados para adultos e crianças, muitos dos quais com enfoque na vocação do professor. Ele foi um dos destaques do 5º Educasul realizado no final da semana passada em Florianópolis com a presença de aproximadamente mil educadores procedentes de 197 regiões do país.
Rubem Alves disse que educação não tem nada a ver com fazer escolas, e tem tudo a ver com o ato de estar com as crianças e os adolescentes. “O aprendizado ‘a fim de’ passar nos vestibulares – aprendizado que é logo esquecido, passado os exames – poderia ser substituído pelo aprendizado em função do prazer e da utilidade. E assim se iniciaria o cultivo do tipo de inteligência essencial ao desenvolvimento da Ciência: só é bom cientista aquele que pensa como brinca”.

Ele frisou que educar significa criar pessoas que sejam bonitas, íntegras, que tenham gosto pela leitura e música, por exemplo. Mas, ao contrário, a atual tarefa dos educadores em sala de aula passou a ser a de “controlar a classe” e de “domar as feras”. O fundamental é ensinar a reverência pela vida, porque a vida de cada um é sagrada e todos só estão em busca de alegria. “Mas as escolas não sabem ensinar isso”, comentou.

É NECESSÁRIO ACORDAR

Dar prioridade à educação é uma mensagem que se repete a cada pesquisa de opinião. E, no entanto, o sistema educacional continua a deteriorar-se. “As mudanças acontecerão só quando os professores mudarem seus pensamentos e sentimentos em relação às crianças”, ensinou Rubem Alves. "É necessário acordá-los".

AVALIAÇÃO: DESAFIOS E PERSPECTIVAS

A conferência de Rubem Alves encerrou o Educasul 2009 que ocorreu de 22 a 24 de julho no Centrosul em Florianópolis. Foram 3 dias de mini-cursos, mesas-redondas, oficinas, painéis, palestras, convidados ilustres de várias partes do planeta e educadores de todo o país.

Lembrança para o papai...

terça-feira, 30 de junho de 2009

sábado, 30 de maio de 2009

Momentos especiais...

Nosso Enrico e suas experiências no Colégio Criativo!

Preserve já!

Celebrado de várias maneiras (paradas e concertos, competições ciclísticas ou até mesmo lançamentos de campanhas de limpeza nas cidades), esse dia é aproveitado em todo o mundo para chamar a atenção política para os problemas e para a necessidade urgente de ações.

Podemos, cada um de nós, já fazer a nossa parte para a preservação das condições mínimas de vida na Terra, hoje e no futuro, ou seja, investir mais naquilo que temos de valioso, que é a nossa inteligência, para aprender a consumir menos o que precisamos economizar: os recursos naturais. E é sempre bom lembrar que o Brasil, identificado como um dos nove países-chave para a sustentabilidade do planeta, já é considerado uma superpotência ambiental!

Fazendo arte...

A cada dia que passa, as crianças vão mais cedo à escola. As escolas, por sua vez, vangloriam-se do aceleramento de seus programas e da objetividade de seus currículos. Encurta-se a infância, a tão preciosa, a sagrada infância do ser humano, o período em que a semente brotada começa a desabrochar, vivendo um processo que a transformará em adulto. A fragilidade desta pequena plantinha deixa-a totalmente à merce dos que a cercam. O ser humano, ao contrário dos animais, é totalmente dependente nos seus primeiros anos de vida. E esta dependência não se refere somente ao seu corpo, uma vez que também sua inteligência e sua sensibilidade estão sendo desenvolvidas. O poeta, o artista, o pai, a mãe, o criminoso, o amigo, o idealista ou o traidor estão latentes na criança pequena. Depende de nós a nutrição e o cultivo destes diferentes aspectos da personalidade humana. A preocupação com a saúde da criança tem de abranger também a sua saúde emocional, caso contrário nunca chegaremos a ter adultos equilibrados, capazes de construir uma sociedade mais harmoniosa. Não basta nutrir o corpo, é preciso nutrir a alma. Não basta zelar pela quantidade dos alimentos, é preciso zelar pela qualidade das oportunidades que estão sendo oferecidas à criança para desenvolver suas potencialidades. Quanto mais cedo colocarmos a criança em situações rigidamente estruturadas e conduzidas, menos possibilidade terá ela de chegar a encontrar seu jeito de ser, sua vocação, sua afetividade. Sua espontaneidade é comprometida pela necessidade de cumprir tarefas predeterminadas e de ter um desempenho que lhe assegure uma boa colocação dentro da escala de valores situados entre o êxito e o fracasso. A ludicidade, tão importante para a saúde mental do ser humano, precisa ser mais considerada; o espaço lúdico da criança está merecendo maior atenção, pois é o espaço para a expressão mais genuína do ser, é o espaço do exercício da relação afetiva com o mundo, com as pessoas e com os objetos.

Olha o arrasta pé aí, gente!!

Pedagogia de Projetos

A criança é um ser em desenvolvimento, com potencial para tudo, mas que depende de nossa experiência para aprender, a coisa errada ou certa...


Modernamente, a escola objetiva formar cidadãos autônomos e participativos na sociedade. Para conseguir formar este cidadão, é preciso desenvolver nos alunos a autonomia, a qual deve ser despertada desde a Educação Infantil. A Pedagogia de Projetos encontra-se como um instrumento de fácil operacionalização dentre a gama de possibilidades para atingir tal intento.

A Pedagogia de Projetos é uma metodologia de trabalho educacional que tem por objetivo organizar a construção dos conhecimentos em torno de metas previamente definidas, de forma coletiva, entre alunos e professores.

O projeto deve ser considerado como um recurso, uma ajuda, uma metodologia de trabalho destinada a dar vida ao conteúdo tornando a escola mais atraente. Significa acabar com o monopólio do professor tradicional que decide e define ele mesmo o conteúdo e as tarefas a serem desenvolvidas, valorizando o que os alunos já sabem ou respeitando o que desejam aprender naquele momento.

Na Pedagogia de Projetos, a atividade do sujeito aprendiz é determinante na construção de seu saber operatório e esse sujeito, que nunca está sozinho ou isolado, age em constante interação com os meios ao seu redor. Segundo Paulo Freire “o trabalho do professor é o trabalho do professor com os alunos e não do professor consigo mesmo”.

O papel do educador, em suas intervenções, é o de estimular, observar e mediar, criando situações de aprendizagem significativa. É fundamental que este saiba produzir perguntas pertinentes que façam os alunos pensarem a respeito do conhecimento que se espera construir, pois uma das tarefas do educador é, não só fazer o aluno pensar, mas acima de tudo, ensiná-lo a pensar certo.

O mais importante no trabalho com projetos não é a origem do tema, mas o tratamento dispensado a ele, pois é preciso saber estimular o trabalho a fim de que se torne interesse do grupo e não de alguns alunos ou do professor, só assim o estudo envolverá a todos de maneira ativa e participativa nas diferentes etapas.

É importante perceber a criança como um ser em desenvolvimento, com vontade e decisões próprias, cujos conhecimentos, habilidades e atitudes são adquiridos em função de suas experiências, em contato com o meio, e através de uma participação ativa na resolução de problemas e dificuldades. Por isso, ao desenvolver um projeto de trabalho, os educadores devem estar cientes que algumas etapas devem seguidas:

A primeira delas é a intenção, na qual o professor deve organizar e estabelecer seus objetivos pensando nas necessidades de seus alunos, para posteriormente se instrumentalizar e problematizar o assunto, direcionando a curiosidade dos alunos para a montagem do projeto.

Em seguida, a preparação e o planejamento; nesta segunda etapa, planeja-se o desenvolvimento com as atividades principais, as estratégias, a coleta do material de pesquisa, a definição do tempo de duração do projeto, e como será o fechamento do estudo do mesmo.

Ainda nesta fase, o professor deve, elaborar com os alunos a diagnose do projeto que consiste em registrar os conhecimentos prévios sobre o tema (o que já sabemos), as dúvidas, questionamentos e curiosidades a respeito do tema (o que queremos saber) e onde pesquisar sobre o tema, objetivando encontrar respostas aos questionamentos anteriores (como descobrir). Essas atividades prestam-se a valorizar o esforço infantil, contribuindo para a formação do autoconceito positivo.

Execução ou desenvolvimento; é nesta etapa que ocorre a realização das atividades planejadas, sempre com a participação ativa dos alunos, pois eles são sujeitos da produção do saber e, afinal, ensinar não é transferir conhecimento, mas criar possibilidades para sua construção. É interessante realizar, periodicamente, relatórios parciais orais ou escritos a fim de acompanhar o desenvolvimento do tema.

E enfim, a apreciação final, na qual é necessário avaliar os trabalhos que foram programados e desenvolvidos, dando sempre oportunidade ao aluno de verbalizar seus sentimentos sobre o desenrolar do projeto, desse modo ao retomar o processo, a turma organiza, constrói saberes e competências, opina, avalia e tira conclusões coletivamente; o que promove crescimento tanto no âmbito cognitivo, quanto no social, afetivo e emocional.

É possível a realização de dois ou três projetos concomitantes com bastante proveito, uma vez que podem abranger diversas áreas de conhecimento, o que oportuniza o desenvolvimento da autonomia para solucionar problemas com o espírito de iniciativa e de solidariedade.

Fonte: http://sitededicas.uol.com.br

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Artes no Viver e Aprender...

Lembrança da história: Paz, Amor e Amizade - nível 2 - Grupo Borboleta
Desenho na lixa - nível 5 - Grupo Estrelas
Pintura Dirigida - nível 5 - Grupo Natureza
Quadro de Sucatas - nível 2 - Grupo Peixes
Decoração da mesa - nível 1 - Grupo Centopéia

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